Temporada de Furacões – Alertas, dicas e curiosidades!

Depois da tensão vivida com a passagem do furacão Irma na última semana, passei a buscar informações para entender melhor como funciona a Temporada de Furacões do Atlântico.

Se você também tem interesse ou quer se informar antes de planejar a sua próxima viagem, fiz este post para esclarecer algumas das principais dúvidas!

+ 5 dicas para aproveitar Miami após o Irma


Confira!


O que é um furacão

De acordo com a Nasa, furacões são tempestades em forma de redemoinho com ventos que atingem 119km/hora ou mais. Eles se formam acima de águas quentes do oceano e, às vezes, atingem regiões de terra firme. Quando isso acontece, ele puxa uma parede de água do oceano que se transforma em tempestades e chuvas intensas, o que pode gerar grandes alagamentos.


Divisão em categorias

Há 5 categorias de furacões baseadas na força dos ventos. A escala é chamada de Saffir-Simpson Hurricane Scale. São elas:

Categoria 1: Ventos de 119-152 km/hr (74-95 mph) – Ventos produzem algum dano.
Categoria 2: Ventos de 154-177 km/hr (96-110 mph) – Ventos produzem danos extensivos.
Categoria 3: Ventos de 178-208 km/hr (111-129 mph) – Ventos causam devastação.
Categoria 4: Ventos de 209-251 km/hr (130-156 mph) – Ventos causam catástrofe.
Categoria 5: Ventos com mais de 252 km/hr (157 mph) – Cidades podem ficar inabitadas.


Quando surgem os furacões

A temporada de furacões no Atlântico, que podem chegar às ilhas do Caribe e às cidades do México e dos Estados Unidos, ocorre entre os meses de junho e novembro, sendo os meses de agosto, setembro e outubro os mais vulneráveis.


Quantos furacões são formados por ano

Segundo o National Oceanic & Atmospheric Administration, em cada temporada, a média de tempestades tropicais nomeadas é de 11,7. Estas tempestades possuem ventos de até 118km/h. Destas, cerca de 6,3 se fortalecem durante o seu curso e se tornam furacões. Destes furações, 2,4 podem virar um furacão de categoria 3, 4 ou 5, os chamados major hurricanes. E, destes, uma média de 1,7 toca o chão nos Estados Unidos.


Por que os furacões recebem nomes

De acordo com o National Hurricane Center (NHC), usar nomes curtos e de fácil memorização evita erros e confusões quando mais de uma tempestade ocorre ao mesmo tempo durante a temporada de furacões.

Há centenas de anos, os furacões recebiam nomes de santo. Em 1954,  a prática foi banida. As tempestades passaram, então, a receber nomes de pessoas, femininos ou masculinos.

Para os furacões do Atlântico, há uma lista de nomes diferentes divididas em 6 anos (abaixo). Ou seja, a lista é repetida a cada 7 anos, de acordo com o NHC.

As mudanças de nomes ocorrem somente quando um furacão fica marcado como fatal, como é o caso do Harvey e da Irma. Estes dois nomes, por exemplo, serão substituídos na lista.


Veja as listas de 2017 a 2022
época de furacões
Credit: NHC

 

Veja os nomes de furacões (fatais) retirados das listas

*Não significa que todos atingiram os EUA. Alguns podem ter impactos ilhas do Caribe ou outros territórios.

Credit: NHC

Furacões em 2017 

Em 2017, especialistas previam que a atividade de furacões no Atlântico seria mais intensa. Até a data deste post, já tivemos 13 tempestades nomeadas com 7 furacões, sendo 4 major hurricane (categoria 3 ou mais).

Furacões em 2017. Credit: The Weather Channel
Harvey e Irma

De acordo com o The Weather Channel, em 166 anos, esta é a primeira vez em que 3 major hurricanes tocam o chão na mesma temporada nos Estados Unidos.

Em agosto, o furacão Harvey tocou o chão, como categoria 4, na cidade de Huston, no Texas, deixando a cidade debaixo de água e cerca de 70 mortos.

Quando a imprensa ainda reportava a destruição causada por Harvey, um dos mais poderosos furacões do planeta ganhava força no Atlântico, o Irma.

Depois de devastar as ilhas do nordeste do Caribe, entre elas San Martin e as Ilhas Virgens Americanas e Britâncias, Irma seguiu para Cuba e atingiu as regiões da Flórida Keys e a costa oeste da Flórida, como categoria 4, deixando rastros de destruição por onde passou.

Após o fim de Irma, surgiu ainda o Maria, furacão de categoria 5 que devastou a ilha de Porto Rico, território pertencente aos Estados Unidos.

O caminho de Irma. Credir: App Hurricane Track 7
Jose e Nate

Além destes dois furacões (major), Jose, formado na mesma época de Irma, permaneceu em a atividade por mais de duas semanas variando entre categoria 3 e 4, mas não tocou o chão em nenhum território.

Já o furacão Nate chegou no início de outubro vindo da América Central. Tocou o chão como categoria 1 causando alagamentos em cidades do Mississipi.

Imagem do NHC.
Furacões em Miami

O furacão Andrew, que tocou o chão do Sul da Flórida em agosto de 1992, foi o furacão que mais causou prejuízos em Miami deixando 60 mil casas destruídas.

Depois dele, em outubro de 2005, o furacão Wilma atingiu a cidade como Categoria 4 deixando danos significativos.

Em outubro do ano passado, também ficamos em alerta com a aproximação do furacão Matthew que deixou rastros de destruição no Haiti, mas acabou passando distante do litoral de Miami.

No início de setembro deste ano, foi a vez de viver a tensão com a formação do Irma.

Irma, um dos maiores e mais fortes furacões do planeta!

Irma em Miami

A costa leste do sul da Flórida, onde fica Miami, estava nas projeções da rota dos ventos mais impactantes, por isso, 4 dias antes da previsão da chegada o Irma, em 10 de setembro, moradores e visitantes começaram a evacuar a região.

Mais de 6 milhões de pessoas deixaram suas casas em todo o Estado. Boa parte saiu através dos aeroportos, mas a maioria através das estradas dirigindo até 20 horas para chegar em outros estados, como a Geórgia e o Alabama. Foi a maior evacuação de fuga de um furacão da história dos EUA.

Milhões de pessoas deixaram áreas do litoral com direção a outros estados.

Mas o Irma alterou o seu trajeto. Ao sair de Cuba, devastou as ilhas da Flórida Keys, com ventos de 210km/h, e seguiu para o outro lado do estado, a costa oeste, atingindo diretamente a cidade de Naples, com ventos de 228km/h, e causando prejuízos significativos para muitas outras, como Tampa e Jacksonville.

Mesmo passando longe de Miami, Irma deixou reflexos da sua força. A média de ventos na cidade foi de 118km. A vegetação ficou danificada. Suas palmeiras exuberantes ficaram marrons ou sem folhas. Milhares de moradores ficaram sem luz. Milhares de árvores e placas caíram e a praia de Miami Beach, cartão-postal da cidade ficou coberta de sargaço.

+ Miami depois do Irma
Ruas de Miami Beach após a passagem do Irma pela Flórida.
Irma em Orlando

Na cidade de Orlando, o Irma chegou com ventos de uma tempestade tropical. Apesar de ter derrubado árvores na cidade, não causou danos significativos. Os parques da Disney ficaram fechados por dois dias.


Como funciona os alertas de furacão

O National Hurricane Center, órgão do o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, possui avançada tecnologia para detectar a formação de ciclones e tempestades tropicais com semanas de antecedência. Isso possibilita, uma preparação de moradores e visitante antes de receber eventuais impactos dos furacões.

No caso do Irma, os alertas começaram uma semana antes de sua chegada. Entre as primeiras providências do Governo da Flórida, estavam o pedido de evacuação da população em áreas de risco e a preparação para possível devastação da cidade, como armazenamento de comida, água e gasolina.

Dias antes da chegada do Irma, supermercados já estavam com falta de água.

Para os moradores e visitantes que permaneceriam em áreas seguras das cidades, houve o toque de recolher por dois dias (o da passagem e o anterior). Ou seja, ninguém pôde sair de casa.

Restaurante na Ocean Drive preparado para o Irma. Photo Credit: CNN

Nós, moradores da Flórida, já estamos mais acostumados a receber os alertas de furacão e acompanhá-los pela TV e pela internet. Mas os visitantes podem se desesperar se estiverem aqui nesta época.

Apesar de assustar, é preciso lembrar que os Estados Unidos trabalham com rígidas medidas de prevenção, o que garante uma proteção maior dos moradores e visitantes.

Infelizmente, o mesmo não ocorre em regiões mais pobres, como as ilhas do Caribe, o que acaba gerando um maior número de vítimas.

É comum receber alertas de emergência do celular e na TV.
Devo marcar ou evitar viagem na temporada de furacões

Nem todo ano, temos alertas de grandes furacões. Quando temos, nem todos eles se encontram na probabilidade de tocar o chão dos Estados Unidos. Como mencionado anteriormente, 2017 foi um ano atípico.

Mas se você quiser evitar as épocas com mais chances de furacões, pelo histórico dos últimos anos, os meses com mais alertas foram agosto, setembro e outubro.

Por outro lado, este meses estão na baixa temporada e os preços de passagens aéreas, hotéis e cruzeiros são mais atrativos.

Quando saber se minha viagem ficará comprometida

Caso o seu destino esteja em Estado de Emergência pela ameaça de um furacão, alguns dias antes, você poderá remanejar sua viagem. Neste caso, a companhia aérea é obrigada a remarcar o voo ou reembolsar a passagem cancelada. As companhias de cruzeiros também devolvem o dinheiro.

Já em relação à hospedagem, o ideal é você reservar um hotel com possibilidade de cancelamento com pelo menos uma semana antes da viagem.

De um modo geral, só será possível saber se um furacão vai atrapalhar seus planos de uma a duas semanas antes da viagem.


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A praia de Miami Beach uma semana depois da passagem do Irma.

Comentários

Comentários

2 comentários em “Temporada de Furacões – Alertas, dicas e curiosidades!

  • 26/09/2017 em 6:31 pm
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    Oi Elizabeth, não há nenhuma projeção para outubro. As previsões ocorrem com cerca de duas semanas de antecedência. Obrigada!

    Resposta
  • 26/09/2017 em 6:31 pm
    Permalink

    Oi Elizabeth, não há nenhuma projeção para outubro. As previsões ocorrem com cerca de duas semanas de antecedência. Obrigada1

    Resposta

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